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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Chegou na Estante Fevereiro/Março


GENTEEEE, fui ver agora a seção do Chegou na estante e descobri que negligencieia dezembro e janeiro :OOOOO Para isso não acontecer mais decidi que vou fazer essa postagem sempre assim, dois meses juntinhos, dai dá para ter uma ideia geral! Ok então, vamos lá? Vou começar com Fevereiro e Março por que realmente não lembro o que chegou em janeiro e fevereiro. ): Vou ter que fazer um calendário para não me confundir mais, mimimi.

CHEGOU NO MÊS DE FEVEREIRO


Caixa de Pássaros - Josh Malerman
Parceria com a Editora Intrínseca


Não olhe para trás - Jennifer L. Armentrout
Parceria com a Editora Farol Literario


 Amy & Matthew - Cammie McGovern
Parceria com a Galera Record


Sem esperança - Colleen Hoover
Parceria com a Galera Record

CHEGOU NO MÊS DE MARÇO


Objetos cortantes - Gillian Flynn
Parceria com a Editora Intrínseca


Dois Garotos se beijando - David Levithan
Parceria com a Galera Record


Síndrome psíquica grave - Alicia Thompson
Parceria com a Galera Record


Garota Online - Zoe Sugg (Zoella)
Cortesia da Verus Editora



Reboot - Amy Tintera
Parceria com a Galera Record


Filhos de Lilith: O despertar - Elaine Velasco
Parceria com a Editora Madras Teen

sexta-feira, 13 de março de 2015

Resenha - Objetos Cortantes


Objetos Cortantes
Autor: Gillian Flynn
Numero de Páginas: 256
Editora:  Intrínseca



Objetos Cortantes - Uma narrativa tensa e cheia de reviravoltas. Um livro viciante, assombroso e inesquecível. Recém-saída de um hospital psiquiátrico, onde foi internada para tratar a tendência à automutilação que deixou seu corpo todo marcado, a repórter de um jornal sem prestígio em Chicago, Camille Preaker, tem um novo desafio pela frente. Frank Curry, o editor-chefe da publicação, pede que ela retorne à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra misteriosamente desaparecida. Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã, praticamente uma desconhecida. Mas, sem recursos para se hospedar na cidade, é obrigada a ficar na casa da família e lidar com todas as reminiscências de seu passado. Entrevistando velhos conhecidos e recém-chegados a fim de aprofundar as investigações e elaborar sua matéria, a jornalista relembra a infância e a adolescência conturbadas e aos poucos desvenda os segredos de sua família, quase tão macabros quanto as cicatrizes sob suas roupas. 
Objetos Cortantes, WOW, como começar essa resenha? Complicado! Esse livro é incrivelmente pesado em seu conteúdo, mas leve e fácil de ser lido. Gillian Flynn tem com certeza uma linha narrativa bem definida, um foco bem delineado em suas narrativas: Relacionamentos quebrados, vidas destruídas e dramas familiares. Acredito que o estilo que vemos tão bem formado em Garota Exemplar teve seu alicerces fincados na construção de Objetos cortantes. Esse que foi o livro de estreia da autora, é de certa forma mais experimental do que o Best Seller citado logo acima. Ela estava começando, iniciando o estilo que lhe daria sucesso mais tarde. Objetos Cortantes não é menos impactante e brutal do que Garota Exemplar. Percebemos uma semelhança, as personagens femininas terríveis, más e fabulosas. Confesso que isso é uma das coisas que me faz amar Gillian, ela constrói personagens femininas incríveis, e em seus livro os homens são coadjuvantes, estão ali para serem manipulados pelas maléficas donzelas controladoras.



Mas vamos falar um pouquinho sobre a história dessa narrativa. O livro é escrito em primeira pessoa sobre a perspectiva de Camille (batendo na trave, um dia ainda encontro uma Camila em um livro!) está na casa dos trinta anos, é solteira e trabalha como jornalista investigativa em um pequeno jornal em Chicago. Seu chefe pede que ela cubra um suposto caso de assassinatos em série em sua cidade natal. Ela não gosta nenhum pouco da ideia. Muitos fantasmas habitam seu passado, um mal relacionamento com a mãe e a morte de uma irmã ainda muito jovem continuam a perseguindo e machucando. O lugar se chama Wind Gap e é uma típica cidade pequena do interior do Missouri, a família de Camille possui um dos negócios mais lucrativos da região, um abatedouro de porcos, e emprega a maioria da população da cidade. Quando a personagem chega a cidade e passa a conversar com os residentes podemos perceber por que odeia tanto a cidade. Todos lá vivem de aparência, e a maioria das pessoas ainda pensa de maneira bastante arcaica. Ao longo do livro fiquei bastante incomodada com a reação da personagem quanto a alguns fatos e lembranças da adolescência, ela tem uma noção ética muito conturbada, sua criação a faz achar normal casos de estupro e abuso. Ela mesma se culpa por algumas coisas que aconteceram em sua adolescência, casos em que ela foi apenas vítima, nunca culpada.



Camille precisa encarar uma força policial que não tem nenhum interesse em revelar o caso para a imprensa, assim como com moradores que se encontram super interessados em ver seus nomes nos jornais. As fofocas transbordam, a cidade inteira parece fermentar, todos querem fazer parte daquilo. Todos querem ser importantes. Temos que nos acostumar com as diversas citações de nomes dos moradores, e associa-los também as memórias da narradora. Aos poucos vamos nos tornando familiares ao estilo da cidade, a autora te leva a supor coisas, pode-se ler nas entrelinhas a falsidade que permeia todos os relacionamentos dos moradores. Traições, falsas alegações, fofocas e cinismo são constantes na maioria dos diálogos. 
“Algumas pessoas adorariam que o assassino fosse de Wind Gap. Alguém com quem tivessem pescado um dia, algum colega do grupo de escoteiros. Daria uma história melhor”
O relacionamento de Camille com a Mãe Adora e a irmã Amma é um dos focos da narrativa. E de fato é uma das coisas mais interessantes de toda a história. Amma tem treze anos de idade e parece agir como uma aluna da faculdade, ela veste roupas curtas, bebe, usa drogas e manda em seu próprio time de garotas como ela, isso tudo obviamente somente longe dos olhos de sua mãe Adora. Adora gosta de vestir a filha como uma boneca, ela gosta de cuidar da filha e a filha parece se sentir muito feliz com toda a atenção da mãe. Nessa família também temos Allan um marido apático e pomposo que parece sempre muito alheio a tudo. Camille não conhece seu pai e sua mãe nunca demonstrou interesse em menciona-lo. Obviamente essas relações são a base para o sucesso do livro. A família se baseia na dominação e na passividade. A mãe da nossa narradora abomina o trabalho da filha, assim como tudo que tem relação com a mesma. Camille tem vários problemas psicológicos e o nome do livro se baseia em um problema que a personagem possui com objetos cortantes. A morte da irmã, a preferida da mãe, desmontou a família que já era desestruturada.



Quanto mais conhecemos a cidade e as pessoas que lá vivem, quanto mais nos familiarizamos com a família de Camille e suas amigas de infância mais podemos perceber que não demoraria muito para que uma grande tragédia desse gênero viesse a ocorrer na cidade. Camille é incrível, ela é forte mas ao mesmo tempo passiva, ela tem problemas pessoais e mesmo assim prossegue trabalhando, buscando sua história. Essa passividade faz com que ela seja agressiva, eu sei é confuso, mas Camille possui uma predeterminação a seguir ordens e a tentar agradar alguém que ela julga superior, nesse caso pode ser seu chefe dizendo que volte a sua cidade, sua mãe lhe dando banho em uma banheira quente ou a irmã mais nova pedindo que ela tome ecstasy. O caso dos assassinatos é de fato uma alegoria para mostrar todas as relações quebradas que permeiam Wind Gap. A narrativa se desenvolve de forma formidável, é de certa forma um pouco mais previsível do que o livro mais aclamado da autora, mas mesmo assim não deixa as surpresas e a brutalidade para trás. Esse também é um livro de reviravoltas. 
Esse é um livro de leitura rápida e alucinante. O leitor fica avido pelo fechamento da história, e a mesma não deixa nadinha a desejar! Eu adorei a história, e a Gillian só subiu no meu conceito! Personagens forte e narrativa incrível! A autora começou muito bem, e como vemos, só tende a melhorar! Já estou louca por outras histórias da autora! Esse livro merece cinco estrelas com todíssima certeza.


 
Livrologias, por Camila Teixeira © 2015
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