Mostrando postagens com marcador #Parceiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #Parceiro. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de março de 2016

Resenha - As Crônicas do Amor: O Escritor, a Cega e o Homem de Lata

As Crônicas do Amor: O Escritor, a Cega e o Homem de Lata
Joilson Brandão


Número de páginas: 66
Editora: Multifoco
Classificação: ★★★★★
Sinopse: É importante que as mãos nunca se soltem. Aconselhou o senhor do tempo, porém eles não perceberam que muitas coisas grandiosas se escondem em pequenos detalhes e maior de todas elas estava na palma de suas mãos: o amor.

Olá Galera! Leram muito nesse carnaval? HAHA!
Bom, hoje vou resenhar um livro lindo, em parceria com o Autor Joilson Brandão! A Leitura foi feita em PDF. É um livro super curtinho, o que me alegrou muito, pois estava a procura de livros curtos e levinhos para esse carnaval!
Enfim, vamos lá!


Nesse livro de crônicas, temos personagens com características muito peculiares. Um exemplo disso é o Homem de Lata, que recebe esse nome por ser considerado frio e inalcançável. Isso se dá pelas decepções que sofreu no passado. O mesmo ocorre com os outros personagens, que são apelidados pelo autor conforme a personalidade que apresentam.
O Livro é, num todo, muito poético. Fala bastante sobre sentimentos e cada personagem presente na estória é o gancho perfeito para o desenrolar das crônicas.
O Autor usa de situações do cotidiano para nos fazer ver que as coisas simples tem uma carga emocional que pode ser vista se estivermos atentos e possuirmos sensibilidade para isso.


"Acredito que todos nós, em algum momento da vida, acabamos nos perdendo. Por um segundo, um minuto, um dia, um mês... vivemos na esperança de nos acharmos, e nos perdemos quando nos achamos. Pois, involuntariamente, sempre deixamos algo pelo caminho". -A Cega
Joilson usa de palavras bem simples, o que facilita bastante a leitura! Eu geralmente não curto muito livros de crônicas, pois prefiro livros que seguem uma linha só de escrita, mas esse fez com que eu me desprendesse um pouco dessa ideia (Ufa). Foi uma leitura muito gostosa, sensível, e que me encantou!


 A ideia do livro teve início no blog Meu Coração na Caneta. Deem uma passadinha por lá!
Foi incrível conhecer um pouquinho do universo do autor, além de cada personagem! Cada crônica me fez ir além do que já estava exposto nas páginas. Ver as emoções sendo colocadas no papel da forma que estão no livro foi uma experiência e tanto! Espero poder ler mais livros de crônicas e dividir isso com vocês!
O Livro está mais do que recomendado! Muito obrigado ao autor e parabéns pela Obra! Sucesso.
Até o próximo post, mil beijos!

domingo, 20 de dezembro de 2015

Resenha - Nas Proximidades do Amor


Nas proximidades do amor
Ligia Ortiz
Livro cedido pela autora
Número de páginas: 384
Editora: Novo Século
Classificação: ★★★★★
Sinopse: Após ser traída pelo noivo, Nalu Alcântara Hanz, uma jovem e atraente publicitária, faz de tudo para preservar seus sentimentos. Passado o pior, vê em Caio uma ilha segura e mantém seu coração a salvo de ser quebrado novamente. Tudo parece perfeito. Mas quando sua vida esbarra com Alec, uma bagunça deliciosa acontece, balançando suas estruturas e questionando suas regras. Alec está determinado a ficar com Nalu, que só recua de suas aproximações. Contudo não se foge da verdade, ela sempre aparece. 
O que fazer quando suas crenças são postas à prova? 

Fiquei muito feliz quando a Ligia entrou em contato comigo! Eu havia indica do livro dela no Guia para Leitura de New Adult e na época ele estava disponível apenas no Wattpad e na Amazon. E agora, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro ela lançou o exemplar físico, e entrou em contato comigo depois de ver o post onde eu havia indicado seu livro, muito legal né? Como você já sabe, sou a louca dos NA então o livro da Ligia veio mais como um presentinho do que como um livro de parceria que eu seria obrigada a ler! Sem mais delongas, vamos falar um pouco a respeito da história do livro.


Nalu é uma moça de família riquíssima, que leva uma vida parcialmente tranquila, com um emprego legal, um apartamento legal mas que possui um trauma recente quanto a relacionamentos. Pouco antes do seu casamento ela descobriu uma traição do noivo, que não bastasse trai-la ainda passou a destrata-la na imprensa. Depois disso Nalu passou a se blindar quando se trata de homens, ela até possui um P.A. (Amiguinho para atividades "recreativas"), mas não deixa que o relacionamento vá muito longe.
“No hall do meu andar, estou fechando a porta quando percebo que tenho companhia. Com uma sensação forte de estar sendo observada, olho para trás e vejo um homem lindo me encarando. Meu coração para. Lindo é eufemismo. Olho negros profundos, um cabelo rebelde preto, traços fortes e totalmente másculos com um quê de doçura que me faz arrepiar.”
Mas ela não esperava que um novo vizinho bonitão fosse abalar suas estruturas. Alec é lindo e super sensual, é metade espanhol e viveu muito tempo na Espanha até se mudar para o apartamento ao lado de Nalu. Ambos trocam farpas no começo da relação, até que fica claro que existe uma grande tensão sexual entre os dois. Se não bastava serem vizinhos eles ainda descobrem que são colegas de trabalho, no mesmo local onde Caio, o P.A. também trabalha. Pensa no drama dessa situação!


O rumo da história não é muito surpreendente, mas é isso que a gente ama em NA, casais que ficam juntos não é mesmo minha gente? Obviamente para apimentar essa história Alec possui um numero que sempre torna a ligar para seu celular, Nalu deseja manter o relacionamento em segredo por medo de se machucar, e Alec é extremamente ciumento. Tem pano para manga né? Nas Proximidades do Amor é um livro super sensual, recheado de cenas picantes, demora um pouquinho para a coisa engranar, mas quando chega lá não para mais! O tempo do livro é ótimo e bem real, as coisas acontecem numa cronologia super tranquila que faz com que o leitor fique ansioso mas não frustrado.
"— De repente é de uma bagunça na sua vida que você realmente precisa. Tem cada bagunça boa, e acho que ele é esse tipo de bagunça."
Eu adorei a maneira como a Ligia soube dar vida aos personagens secundários. A melhor amiga de Nalu, Thais, é incrível! Ela é uma personagem bissexual nada puritana que tem uma vida super movimentada e se relaciona com varias pessoas de maneira casual e desencanada, ela é o guru de Nalu e dá a amiga vários conselhos engraçados, é impossível não simpatizar com a moça. Também somos apresentados ao irmão gêmeo de Nalu, Lucas, que é super engraçado e consegue praticamente ler a mente da irmã. No livro temos relances de um segredo entre o relacionamento de Thais com Lucas e esse é o tema do segundo livro da série, obviamente já estou empolgada por que os dois personagens são demais!


O livro é escrito em primeira pessoa sob o ponto de vista de Nalu, ao longo do livro também somos brindados com alguns capítulos sob o ponto de vista de Alec, o que acaba sendo super legal por que além de quebrar o ritmo da narrativa e dinamizar ainda conhecemos melhor esse personagem. A Ligia tem uma escrita muito gostosa tornando a leitura fácil e bem rápida. A edição está muito bonita, a capa é demais, e a diagramação é muito agradável. Adorei ler esse New Adult, e adoro saber que o gênero vem crescendo no nosso país! Só tenho a agradecer a essa incrível autora que me brindou com essa leitura maravilhosa e ainda confiou sua obra em minhas mãos para resenha! 

segunda-feira, 30 de março de 2015

Resenha - Dois Garotos se beijando





Dois garotos se beijando 
Autor: David Levithan
Numero de Páginas: 222
Editora:  Galera Record



Dois Garotos se Beijando - Baseado em fatos reais e em parte narrado por uma geração que morreu em decorrência da Aids, o livro segue os passos de Harry e Craig, dois jovens de 17 anos que estão prestes a participar de um desafio: 32 horas se beijando para figurar no Livro dos Recordes. Enquanto tentam cumprir sua meta — e quebrar alguns tabus —, os dois chamam a atenção de outros jovens que também precisam lidar com questões universais como amor, identidade e a sensação de pertencer. 
Cá estou com a janela aberta a um tempão pensando: O que escrever sobre esse livro incrível? Sério gente não sei se vou conseguir expressar em palavras o quanto ele é maravilhoso, diria mais, o quanto esse ele é revolucionário! Em tempos em que vemos em um debate presidencial um candidato dizer um monte de besteira sobre homossexuais um livro desses ser lançado e fazer sucesso é uma injeção de animo. Não, o mundo não está perdido! Ele consegue fazer com que vejamos as coisas com um olhar mais aguçado, mais critico e isso é demais!


Vamos falar sobre a história. Dois garotos se beijando é um livro que tem múltiplos plots, tem diferentes personagens principais e vai acompanhando-os e intercalando entre eles ao longo da narrativa. Então cada capitulo tem foco em uma parte da história dos personagens. Existe um fato principal que liga todos eles de alguma maneira. 
E a cola de tudo isso é a seguinte: dois garotos que decidem bater o recorde de maior tempo de beijo do Guinness Book. Eles decidem tomar essa atitude para de alguma maneira quebrar os preconceitos. Então eles montam todo um aparato no pátio da escola, pedindo permissão previa e ajuda dos professores, e transmitem ao vivo o beijo que deve durar 32 horas, 12 minutos e 10 segundos. Obviamente isso vira instantaneamente um grande viral e as pessoas começam a acompanhar esse beijo. Então os outros personagens do livro ficam sabendo desse ato através da internet e falam sobre o beijo, comentam, alguns vão até o local. Achei muito legal isso, essa ideia do autor de ligar os pontos, pois é uma maneira sutil de entrelaçar essas histórias incríveis. 


Os personagens que conhecemos no livro tem histórias particulares e a unica semelhança entre todos eles é a de que são gays. Todos estão na fase da adolescência e regulam mais ou menos de idade. Os personagens que nos são apresentados são:
  • Neil e Peter: Um casal assumido, onde um deles é super aceito pela família enquanto os familiares do outro preferem manter o assunto da sexualidade do filho em off (Sabe, aquela coisa, se a gente não falar sobre isso em voz alta isso não é verdade.).
  • Tariq: Um garoto que adora ir a festas e dançar. Ele é super forte e já passou por um caso de violência física por causa da sua sexualidade.
  • Cooper: Aquele por quem eu mais torci ao longo do livro. Ele é solitário e se esconde na internet e em chats sobre sexo com outros cara. Quando descobrem sobre a sexualidade do filho os pais piram e ele foge de casa, ao longo do livro acompanhamos essa fuga, e ficamos com o coração na mão torcendo para que dê tudo certo para ele. 
  • Avery e Ryan: Os dois garotos se encontram em um baile gay e começam a sair juntos, eles são uns amores. Avery tem cabelo rosa e é um garoto transexual (foi designado mulher no seu nascimento mas se encaixa no gênero masculino), Ryan tem o cabelo azul e não parece ligar para Avery ser um transexual.
  • Craig e Harry: São eles os dois garotos do beijo, são ex-namorados que planejam bater o recorde. Os pais de Craig são mais difíceis e ele decide não contar para eles que é gay antes do beijo, os pais de Harry os apoiam totalmente e ajudam a organizar o "grande evento". 
O que achei demais sobre o David Levithan é que ele foi super inclusivo, temos diferentes tipos de garotos, com diferentes realidades e elas conseguem coexistir em uma mesma história de uma maneira incrivel! Nós ficamos ansiosos por saber a história de todos eles, não tem nenhum personagem que durante a passagem dele você pense "Ai que saco, que personagem chato" como geralmente acontece em livros que tem diferentes focos. Nós nos encantamos por todos esses garotos.
"As pessoas gostam de dizer que ser gay não é como a cor da pele, não é uma coisa fisica. Elas dizem que sempre temos a opção de esconder. Mas se isso for verdade, como é que eles sempre nos descobrem?"

Mas uma das coisas mais incríveis sobre esse livro com toda a certeza é a narração. O livro é inteiro narrado por gays que morreram de AIDS na época de 80. Gente, é incrível, estou as lágrimas só de lembrar. Esses homens colocam em paralelo a época de hoje e a época em que viveram. Em sua narrativa dão conselhos aos garotos e apontam as grandes diferenças entre os gays daquela época e os gays de agora. Nessa época em que a AIDS surgiu e ninguém sabia mais ou menos o que era, e nem havia medicamentos efetivos, os gays foram massacrados, os que mais morreram e ainda foram mais deixados a margem do que já eram. A AIDS por muito tempo ficou conhecida como uma doença de homossexuais, ela só passou a ser de fato combatida, e os estudos começaram a se aprofundar afim de encontrar uma cura, ou uma alternativa para os portadores da doença quando a mesma passou a afetar "homens íntegros", "mães de família" e "pessoas de bem". Ninguém ligava para esses homossexuais morrendo, ninguém se importava. É muito triste, e os trechos em que se fala sobre isso são de uma sensibilidade imensa.
"Nós acordávamos no meio da noite. Às vezes, havia tubos enfiados em nossas gargantas. Às vezes, estávamos ligados a maquinas que pareciam mais vivas do que nós. Às vezes, havíamos sonhado que estávamos em casa e que nossas mães estavam no quarto ao lado. Não conhecíamos o quarto no qual acordávamos, ou conhecíamos bem demais. A ultima parada. O destino final. E ali estávamos nós, presos nessas horas infinitas e imperdoáveis. Incapazes de dormir. Incapazes de viver. Incapazes de ir embora."
Nossa, eu realmente me alonguei nessa resenha, mas não tinha como ser diferente, o livro é tão lindo e incrível que não tinha como falar pouco sobre ele. A editora enviou o livro para os parceiros dizendo que eles acreditam que este é um livro que todos deveriam ler. Eu queria dizer que concordo com o pessoal da Galera Record, esse é um livro que todo mundo deveria ler, pois ele é tocante e trata de uma assunto muito sério, um assunto que todos deveríamos discutir, uma causa que todos deveríamos abraçar. Ele trata de amor, e força, e liberdade e todos deveríamos lutar por isso.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Resenha - Objetos Cortantes


Objetos Cortantes
Autor: Gillian Flynn
Numero de Páginas: 256
Editora:  Intrínseca



Objetos Cortantes - Uma narrativa tensa e cheia de reviravoltas. Um livro viciante, assombroso e inesquecível. Recém-saída de um hospital psiquiátrico, onde foi internada para tratar a tendência à automutilação que deixou seu corpo todo marcado, a repórter de um jornal sem prestígio em Chicago, Camille Preaker, tem um novo desafio pela frente. Frank Curry, o editor-chefe da publicação, pede que ela retorne à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra misteriosamente desaparecida. Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã, praticamente uma desconhecida. Mas, sem recursos para se hospedar na cidade, é obrigada a ficar na casa da família e lidar com todas as reminiscências de seu passado. Entrevistando velhos conhecidos e recém-chegados a fim de aprofundar as investigações e elaborar sua matéria, a jornalista relembra a infância e a adolescência conturbadas e aos poucos desvenda os segredos de sua família, quase tão macabros quanto as cicatrizes sob suas roupas. 
Objetos Cortantes, WOW, como começar essa resenha? Complicado! Esse livro é incrivelmente pesado em seu conteúdo, mas leve e fácil de ser lido. Gillian Flynn tem com certeza uma linha narrativa bem definida, um foco bem delineado em suas narrativas: Relacionamentos quebrados, vidas destruídas e dramas familiares. Acredito que o estilo que vemos tão bem formado em Garota Exemplar teve seu alicerces fincados na construção de Objetos cortantes. Esse que foi o livro de estreia da autora, é de certa forma mais experimental do que o Best Seller citado logo acima. Ela estava começando, iniciando o estilo que lhe daria sucesso mais tarde. Objetos Cortantes não é menos impactante e brutal do que Garota Exemplar. Percebemos uma semelhança, as personagens femininas terríveis, más e fabulosas. Confesso que isso é uma das coisas que me faz amar Gillian, ela constrói personagens femininas incríveis, e em seus livro os homens são coadjuvantes, estão ali para serem manipulados pelas maléficas donzelas controladoras.



Mas vamos falar um pouquinho sobre a história dessa narrativa. O livro é escrito em primeira pessoa sobre a perspectiva de Camille (batendo na trave, um dia ainda encontro uma Camila em um livro!) está na casa dos trinta anos, é solteira e trabalha como jornalista investigativa em um pequeno jornal em Chicago. Seu chefe pede que ela cubra um suposto caso de assassinatos em série em sua cidade natal. Ela não gosta nenhum pouco da ideia. Muitos fantasmas habitam seu passado, um mal relacionamento com a mãe e a morte de uma irmã ainda muito jovem continuam a perseguindo e machucando. O lugar se chama Wind Gap e é uma típica cidade pequena do interior do Missouri, a família de Camille possui um dos negócios mais lucrativos da região, um abatedouro de porcos, e emprega a maioria da população da cidade. Quando a personagem chega a cidade e passa a conversar com os residentes podemos perceber por que odeia tanto a cidade. Todos lá vivem de aparência, e a maioria das pessoas ainda pensa de maneira bastante arcaica. Ao longo do livro fiquei bastante incomodada com a reação da personagem quanto a alguns fatos e lembranças da adolescência, ela tem uma noção ética muito conturbada, sua criação a faz achar normal casos de estupro e abuso. Ela mesma se culpa por algumas coisas que aconteceram em sua adolescência, casos em que ela foi apenas vítima, nunca culpada.



Camille precisa encarar uma força policial que não tem nenhum interesse em revelar o caso para a imprensa, assim como com moradores que se encontram super interessados em ver seus nomes nos jornais. As fofocas transbordam, a cidade inteira parece fermentar, todos querem fazer parte daquilo. Todos querem ser importantes. Temos que nos acostumar com as diversas citações de nomes dos moradores, e associa-los também as memórias da narradora. Aos poucos vamos nos tornando familiares ao estilo da cidade, a autora te leva a supor coisas, pode-se ler nas entrelinhas a falsidade que permeia todos os relacionamentos dos moradores. Traições, falsas alegações, fofocas e cinismo são constantes na maioria dos diálogos. 
“Algumas pessoas adorariam que o assassino fosse de Wind Gap. Alguém com quem tivessem pescado um dia, algum colega do grupo de escoteiros. Daria uma história melhor”
O relacionamento de Camille com a Mãe Adora e a irmã Amma é um dos focos da narrativa. E de fato é uma das coisas mais interessantes de toda a história. Amma tem treze anos de idade e parece agir como uma aluna da faculdade, ela veste roupas curtas, bebe, usa drogas e manda em seu próprio time de garotas como ela, isso tudo obviamente somente longe dos olhos de sua mãe Adora. Adora gosta de vestir a filha como uma boneca, ela gosta de cuidar da filha e a filha parece se sentir muito feliz com toda a atenção da mãe. Nessa família também temos Allan um marido apático e pomposo que parece sempre muito alheio a tudo. Camille não conhece seu pai e sua mãe nunca demonstrou interesse em menciona-lo. Obviamente essas relações são a base para o sucesso do livro. A família se baseia na dominação e na passividade. A mãe da nossa narradora abomina o trabalho da filha, assim como tudo que tem relação com a mesma. Camille tem vários problemas psicológicos e o nome do livro se baseia em um problema que a personagem possui com objetos cortantes. A morte da irmã, a preferida da mãe, desmontou a família que já era desestruturada.



Quanto mais conhecemos a cidade e as pessoas que lá vivem, quanto mais nos familiarizamos com a família de Camille e suas amigas de infância mais podemos perceber que não demoraria muito para que uma grande tragédia desse gênero viesse a ocorrer na cidade. Camille é incrível, ela é forte mas ao mesmo tempo passiva, ela tem problemas pessoais e mesmo assim prossegue trabalhando, buscando sua história. Essa passividade faz com que ela seja agressiva, eu sei é confuso, mas Camille possui uma predeterminação a seguir ordens e a tentar agradar alguém que ela julga superior, nesse caso pode ser seu chefe dizendo que volte a sua cidade, sua mãe lhe dando banho em uma banheira quente ou a irmã mais nova pedindo que ela tome ecstasy. O caso dos assassinatos é de fato uma alegoria para mostrar todas as relações quebradas que permeiam Wind Gap. A narrativa se desenvolve de forma formidável, é de certa forma um pouco mais previsível do que o livro mais aclamado da autora, mas mesmo assim não deixa as surpresas e a brutalidade para trás. Esse também é um livro de reviravoltas. 
Esse é um livro de leitura rápida e alucinante. O leitor fica avido pelo fechamento da história, e a mesma não deixa nadinha a desejar! Eu adorei a história, e a Gillian só subiu no meu conceito! Personagens forte e narrativa incrível! A autora começou muito bem, e como vemos, só tende a melhorar! Já estou louca por outras histórias da autora! Esse livro merece cinco estrelas com todíssima certeza.


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Resenha - Não Olhe para trás



Não olhe para trás
Autor: Jennifer L. Armentrout
Numero de Páginas: 440
Editora: Farol Literário





Samantha é uma jovem de 17 anos rica e popular que, depois de passar quatro dias desaparecida, retorna ferida e desmemoriada. A nova Samantha não se reconhece no retrato de menina má e mimada que todos à sua volta começam a pintar. E logo descobrirá que foi a última a ver Cassie, a garota com quem mantinha uma relação confusa de amizade e rivalidade e que desapareceu no mesmo dia que ela. O que aconteceu na noite fatídica em que as duas sumiram? E por que Samantha foi a única a reaparecer? Não olhe para trás é um daqueles suspenses que só paramos de ler para tentar nos antecipar à autora e descobrir qual é o mistério.
Esse é o primeiro livro que os parceiros da Farol Literário receberam, e posso afirmar que esse foi um ótimo presente! O livro já começou a me surpreender quando eu soube que essa era a mesma autora de um livro que li a pouco tempo e adorei. Não fiquei sabendo logo de cara pois nesse livro, Wait for you, ela utilizou um heterônimo, daí pesquisando sobre o livro na internet fiquei sabendo dessa notícia. Na hora já adorei, obvio, tinha gostado bastante da escrita da autora e já estava procurando outros livros da mesma. Valeu aí Farol!
Tá deixando de lado esse meu mini ataque de fangirl stalker da autora, vamos falar sobre o livro. 

“Medo e popularidade andam de mãos dadas.”
A história me interessou muito pois ela tem um pouco de Pretty Little Liars com Meninas Malvadas. Deixa eu explicar por que. O livro começa com a personagem principal sendo encontrada vagando sozinha em um lugar pouco habitado, sem lembrar de nada sobre a sua vida ou sobre o que aconteceu com ela, ela não consegue lembrar nem o próprio nome! Quando é levada ao hospital e encontra seus pais não consegue nem mesmo se lembrar deles. Já começamos a ficar tensos e teorizar. As coisas pioram quando aos poucos ela vai descobrindo que ela não era a pessoa mais boazinha do mundo. Samantha é a “Regina George” da sua escola, todos a odeiam e ao mesmo tempo todas querem ser como ela. Ou seja, qualquer um teria motivos para fazer algo ruim para moça. Obviamente isso ainda é fichinha e mais tensão tem que ser adicionada. Samantha sumiu junto de outra menina. Cassie, sua melhor amiga/maior concorrência. Cassie e Samantha despertam o pior uma da outra e estão sempre juntas, vivem tentando provar qual das duas é a melhor. Uma coisa super Regina George e Cady né? AHAHA, ADORO.
“- Só estou dizendo que... Ainda bem que não foi uma pessoa legal quem desaparecei. Como a Julie.
-Julie?
Scott Suspirou.
- Minha namorada... Vocês eram amigas, mas ela vestiu roxo no dia errado ou outra bobagem desse tipo.”
Samantha conversando com seu irmão Scott sobre o desaparecimento de Cassie.
Com base nessa pequena previa já dá para saber que o livro tem um suspense super louco ao longo da narrativa né? Tem sim, acertou! Super PLL, super amooooor, tem até uma A (Descubram por si mesmos! MUAHAHHA). A Samantha ao longo do livro vai descobrindo como era sua vida e como tratava as pessoas, e ela não gosta nada disso. Ela não gosta da maioria dos amigos, ela não gosta da maneira como os pais se tratam e ainda não gosta nem um pouco do namorado. Eu odiei a Sam de antes, e não tem como não ficar imaginando se quando ela recuperar a memória ela não voltará a ser como era. Ela começa a se aproximar de pessoas que antes ela vivia zoando, e seus “amigos” começam a trata-la diferente. É obvio que em um livro adolescente não pode faltar romance, e ó é dos melhores. Com toda essa “nova visão da vida Samantha se vê interessada por Carson o garoto pobre (e lindo) a quem ela sempre ignorou.


Samantha tem várias visões do passado e momentos em que acredita estar vendo coisas, também recebe bilhetes mega estranhos que ela não faz ideia de onde vem. Isso faz com que ela passe a procurar encontrar a amiga e com essa atitude acaba se submetendo a vários momentos tensos. Essa é a palavra desse livro, você já devem ter notado pelo tanto de vezes que eu utilizei! HAHAHA TENSÃO, TENSÃO. As coisas vão se desenrolando e aos poucos vamos descobrindo o que aconteceu. O mais legal é que vamos conhecendo aos fatos junto com a personagem principal. O livro é super intrigante e dá pra ler super rápido, no fim a gente fica com a boca aberta! 


Os personagens são intrigantes e te tomam o interesse, você faz mil teorias e a cada momento você acredita que o “vilão” é uma pessoa diferente! 
Adorei a escrita da autora nesse livro, e o trabalho de tradução foi muuuito bom, adorei a adaptação de alguns termos para o nosso português! Se vocês como eu adoram um suspense tenho certeza que também vão amar esse! Super indico, leitura tensa, eletrizante, o melho do YA e do Suspense!


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Resenha - Amy & Matthew


Amy & Matthew
Autor: Cammie McGrovern
Numero de Páginas: 336
Editora:  Galera Record





Amy & Matthew - Amy e Matthew não se conheciam realmente. Não eram amigos. Matthew sabia quem ela era, claro, mas ele também sabia quem eram várias outras pessoas que não eram seus amigos.Amy tinha uma eterna fachada de felicidade estampada em seu rosto, mesmo tendo uma debilitante deficiência que restringe seus movimentos. Matthew nunca planejou contar a Amy o que pensava, mas depois que a diz para enxergar a realidade e parar de se enganar, ela percebe que é exatamente de alguém assim que precisa.À medida que passam mais tempo juntos, Amy descobre que Matthew também tem seus problemas e segredos, e decide tentar ajudá-lo da mesma forma que ele a ajudou.E quando a relação que começou como uma amizade se transforma em outra coisa que nenhum dos dois esperava (ou sabe definir), eles percebem que falam tudo um para o outro... exceto o que mais importa.
Confesso que ainda não sei como começar essa resenha, esse livro desperta muitas emoções e por isso fica complicado falar dele sem parecer super melosa. Mas ok, a princípio vou me ater aos fatos! 
Amy, como é brevemente relatado na sinopse, possui um deficiência física, essa deficiência se chama Hemiplegia, devido a complicações quando ainda era um bebê ela não é capaz de se movimentar normalmente, não possui o controle sobre a maioria dos músculos do seu corpo e faz um grande esforço para fazer atividades simples do dia a dia como comer, falar e andar. Amy não tem controle sobre expressões faciais e nem mesmo consegue se comunicar sem seu dispositivo de voz (semelhante ao usado pelo Stephen Hawking) ela é capaz de falar mas na maioria das vezes as pessoas não conseguem compreender o que ela diz, anda com a ajuda de um andador e precisa que sempre haja alguém ao seu lado para lhe ajudar. Amy é muito inteligente, vai à escola normalmente, é uma menina super dotada, sua mãe se esforça e força a garota para que ela seja tão capaz quanto todos os jovens de sua idade. 


Amy e sua mãe fazem de tudo para que ela seja uma garota normal, mas Amy sabe que não é isso que acontece, a coisa que ela mais deseja no mundo é ter amigos e essa questão a atinge quando Matthew a confronta, após ler um texto seu publicado no jornal da escola sobre como é agradecida pela sua vida. 
“- POR QUE VOCÊ DISSE AS PESSOAS QUE MINHA REDAÇÃO NÃO ERA SINCERA?- Não sei. – respondeu ele começando a suar. – Porque não acredito nela. Não acredito que ninguém possa sentir-se tão confortável.Ela digitou.- POR QUE NÃO?- Você disse que observa a vida de seus amigos e acha a sua melhor. Até aí tudo bem, exceto pelo fato de você não ter amigos.”
Matthew também tem suas particularidades, é uma pessoa muito excêntrica. Ele tem T.O.C (Transtorno obsessivo compulsivo), só que o garoto prefere não admitir que tem um problema e finge que as outras pessoas a sua volta não percebem quando ele conta os ladrilhos, ou quando lava as mãos até os cotovelos mais de uma vez no banheiro da escola.
“O que mais me preocupa é me preocupar demais.”
Matthew para um texto da escola
Os dois jovens se veem envolvidos quando Amy, afim de fazer os tão desejados amigos convence a sua mãe a contratar colegas como auxiliares dela na escola. Ou seja, ela não precisa mais estar acompanhada de adultos que a ajudem, mas sim de colegas treinados pela sua mãe para lidar com suas necessidades e ao mesmo tempo estabelecer vínculos de amizade. Amy pede expressamente a Matthew para que ele participe. Isso é um desafio para Matthew, ele que não consegue se ver envolvido com sujeira, e que vive com medo de germes, ajudando Amy a limpar a baba que escorre as vezes de sua boca aberta involuntariamente. Em nenhum momento ele sente nojo ou medo de Amy, isso é uma das coisas que achei mais maravilhosa no personagem, o menino tem medo de contato, tem medo de tocar outra pessoa, fazer sexo e beijar, mas não tem medo de Amy e de suas particularidades. Ele se sente atraído por ela, ele a acha bonita, mas tem medo dos germes dela tanto quanto tem medo dos germes das outras pessoas.


O mais legal sobre esse livro é que ele prova que todas as pessoas possuem limitações e que elas podem sim conviver com isso sendo felizes. Ele mostra que é possível, é possível para pessoas com deficiência físicas, é possível para pessoas com problemas psicológicos. 
“Aprendi a não julgar as pessoas por suas limitações, mas pela maneira como avançam além delas.
Aprendi que muitas pessoas tem deficiências com as quais precisam aprender a conviver”
Amy para um discurso na aula de oratória
Todos os personagens, possuem suas particularidades e seus problemas e a autora consegue colocar isso muito bem. Ninguém fica de fora, esse não é aquele tipo de livro que tem dois protagonistas e um monte de personagens rasos. É possível se apaixonar com cada um deles. 
A personagem mais complexa do livro, na minha opinião, é a mãe de Amy, Nicole, ela é super forte e quer dar o mundo para a filha. Só que não percebe que com isso a obriga sempre a estar acima da média, ela quer provar para o mundo que a sua filha com deficiência é capaz de tudo, quer provar que ela pode, que ela é inteligente, mas muitas vezes não leva em conta a opinião de Amy. Ao longo do livro vemos a relação das duas se transformar, a garota confronta a mãe e impõe seus limites. Sabemos que isso é difícil, e é muito bonito como foi colocado no livro. Nicole ama tanto a filha que a sufoca querendo provar que ela não é incapaz. 


O final do livro é aberto e muita gente pode não gostar disso, mas eu adoro, sinto que os autores acreditam na gente, que nós podemos imaginar um final para a história, nós temos autonomia para fechar a obra. 
Juntos Amy e Matthew se descobrem, descobrem o amor e descobrem maneiras de viver sendo o que são. Esse não é um livro tradicional sobre amor adolescente, é mais um livro sobre amizade e superação. 
“Não vamos esperar eternamente que nossas vidas comecem. Vamos faze-la começar. Vamos ser destemidos para variar e dizer: Nós podemos fazer isso.”
A edição é super caprichada e as folhas são mais grossinhas e tem uma textura ótima para a leitura. Adorei a maneira como eles colocam as coisas que Amy digita no aparelho de comunicação em caixa alta para informar que aquilo foi digitado. O livro tem uma capa linda e tenho vontade de colocar ele em uma caixinha e guardar só para mim de tão apaixonada que fiquei com ele! 
Me senti melhor, e perdi muitos preconceitos com a história de Amy e Matthew, aprendi muita coisa e espero que vocês leiam esse livro e se emocionem tanto quanto eu!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Sorteio do Livro "O ultimo dos Guardiões"



AEEEEEEEEE, SAIU O RESULTADO! DÁ SÓ UMA OLHADA!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Resenha - Você Vai Saber Por Quê



Você vai saber por quê
Autor:  André Mansim
Numero de Páginas: 360
Editora:  Habermann

Alberto e Teixeira, dois experientes investigadores, são chamados para a ocorrência mais perturbadora de suas vidas. Quando chegaram até o local do crime, logo perceberam que alguém chamou todos os meios de imprensa possíveis: rádios, TVs e jornais, que viram naquele caso a grande chance de contar uma boa história. Os investigadores se viram desafiados a solucionar esse crime, que a primeira vista é obvio, mas que durante a investigação, toma rumos inimagináveis. Laura Soares foi brutalmente assassinada em sua casa, e inesperadamente, o principal, e até então, único suspeito, após cometer atrocidades com a garota, por algum motivo, desmaiou sobre ela e lá ficou. Na parede, mostrando requintes de crueldade, uma frase escrita com sangue da própria vítima desafia: "Você vai saber porquê", e passa assim, a ser a primeira pista para montar esse complicado quebra cabeças. Fausto, o suposto assassino, nega sua participação no crime apesar de tudo apontar fortemente para ele, se apoiando em uma história surreal, mas suficientemente eficaz para convencer os investigadores a procurarem por algo a mais. Grandes reviravoltas, suspeitos e culpados que aparecem e desaparecem, atentados, conexões perigosas e personagens secundários interessantes, ajudam a complicar ainda mais o andamento da investigação. Idas e vindas no tempo e espaço, aos poucos vão moldando os fatos e prendendo os olhos dos leitores, que apenas num fôlego, devorarão as paginas dessa história tragicômica de suspense eletrizante. Prepare-se para uma viagem insólita por um enredo que vai desafiar seu instinto investigativo e sua inteligência. Durante todo livro pistas estarão soltas no texto, e se você for capaz, talvez descubra quem matou Laura Soares antes dos investigadores. Mas cuidado, pois nessa investigação, nada é o que parece ser! 
Tenho que começar essa resenha já falando sobre o André Mansim, uma pessoa super acessível que foi super querida ao firmar parceria com nosso blog, é maravilhoso encontrar pessoas assim nesse mundo da literatura. *Abraços virtuais*
A Pri geralmente é a encarregada de ler os livros dos nossos autores nacionais, mas dessa vez me aventurei a ler o romance policial do André. Admito que não é meu genero favorito(já foi um dia, mas atualmente estou muito menininha e cheia de fofurinhas, me julguém! HAHA) Mas a escrita do André conseguiu me fazer voltar um pouco ao pique das reviravoltas e dos termos policiais.



O livro já começa em uma delegacia com o suspeito Fausto(e um dos personagens principais) dando sua declaração um pouco desconcertada de um assassinato em que se viu envolvido devido a uma doença que possui chamada transtorno obsessivo-compulsivo do detetivismo, o personagem coloca que não pode se ver livre da vontade de investigar algo suspeito devido a esse transtorno, e vive se metendo em enrascadas por conta disso. Dai entram outros dois personagens chaves da trama. Alberto e Teixeira são policiais top de linha conhecidos como bam-bams da policia, sempre resolvem seus casos, por mais cabeludos que sejam. Eles acreditam na história louca de Fausto e decidem investigar o tal a assassinato, mesmo que a mídia e todo o pessoal da policia já tenha o suspeito como culpado.























O livro possui uma dinâmica bem interessante, hora temos a história vista da perspectiva dos dois policiais e hora temos a perspectiva de Fausto que está em uma das cadeias esperando o julgamento. Fausto, mesmo preso ainda se mete em problemas, além de ser famoso(o caso de assassinato envolve estupro, e muito se é falado no livro e na vida real né gentee sobre o que acontece com estupradores na prisão) ele ainda se vê obrigado a seguir traços de todos os mistérios que encontra em seu caminho, até mesmo os segredos de outros detentos. 

Mas não adianta, o personagem mais carismático do livro é o Policial Teixeira, meu xará de sobrenome alias, ele é aquele tipo de cara que você olha na rua e acha engraçado, cheio de esteriótipos, com um gosto musical horrivel e outro ainda pior para a moda. Ele vive dando um "jeitinho" nas situações. Achei interessante o André ter colocado isso no livro, pois faz parte da nossa "cultura policial" e não adianta maquiar isso, como ocorre em muitos romances policias que importamos. (Por que sim, gente, em todo o lugar do mundo policiais dão um "jeitinho" para conseguir o que querem.) Alberto também é super engraçado, com seu jeito de filhinho de mamãe.



É impossível prever o final da trama, tudo funciona em rede, um fato se liga a outro e quando você espera por X vem Y e você fica tipo, COMO EU NÃO VI ISSO ANTES? Enfim a construção do livro é muito boa, e prende o leitor loucamente e duvido que até mesmo os leitores mais assíduos do genero consigam prever o desenrolar da trama. 
A capa e a diagramação são muito boas, as paginas são brancas(o que admito incomoda um pouquinho a leitura) mas fora isso tudo é maravilhoso. A arte da capa chama muito atenção, foi muito bem montada e te deixa curioso sobre o que está por vir! Só tenho a agradecer pro André(e também me desculpar pelo atraso na resenha ):) ele foi muito atencioso e seu livro é tão legal quanto ele, rs.
Então se você tem nervos de aço, e quer morrer de aflição e curiosidade com cada virar de páginas, sugiro que conheça Você vai saber por quê.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Resenha - Café pro Santo


Café pro Santo
Autor: Leonardo Triandopolis Vieira
Numero de Páginas: 146
Editora:  LeioEu Books (Clube de Autores)
Essa é uma história sobre magia. Anjos que roubam nomes. Índios e santos e café. Essa é uma história sobre encontros. Olhar para além do véu. Um gole forte. Amargo. Aprender através dos olhos. De um outro eu. O livro é narrado em primeira pessoa pelo protagonista, que, ainda jovem, tem seu nome roubado por um anjo e acaba se envolvendo em uma jornada de revelações mágicas com elementos dos folclores brasileiro e mundial. Matita Perê, índios, curupiras, clima e geografia típicos do centro-oeste são alguns dos elementos que caracterizam e dão identidade às páginas de Café pro Santo.



Não se deixe enganar pelo nome. 
Essa é a primeira coisa que eu realmente precisava dizer sobre esse livro. Preciso confessar que eu não estava maravilhas da leitura, até por ser um pouco mais voltada pra um assunto que não me sinto interessada, que é o folclore, mas durante a história fui surpreendida por personalidades e um desenvolvimento incrível. A história se passa com, bom, não sabemos o nome. Anjos que roubam nomes. No decorrer da história, e por conta de alguns acontecimentos, esse garoto é apresentado a magia. Uma magia um tanto diferente, pelo menos ao meu ponto de vista.

Não vou mentir, dizendo que é a melhor história, mas é uma história interessante. Aquele tipo de história que te faz lembrar das histórias que você ouvia na sua infância (acho que mencionei muitas vezes história). E você fica instigado a relembrar mais daquela época tão gostosa de nossas vidas. E sinceramente, acho que esse foi o ponto forte do livro.

"Eu estava condenado, era o que eu pensava, pois a magia estava em mim; eu era a magia. E não importava o mais longe que eu pudesse correr, ela sempre estaria me seguindo. Meus passos eram os passos dela. Acalmei-me. Fechei meus olhos. Estava, enfim, preparado. De braços abertos para aquela realidade que se manifestou para mim tão furtiva e inofensiva quanto um Cavalo de Troia. (página 53)"
Outro ponto que me surpreendeu bastante no livro, foi eu não ter achado NENHUM erro de ortografia ou digitação. E é edição independente. O que realmente estragou um pouco foi o fato das folhas serem brancas (oh, vistas), mas em suma, o livro é um graça. Adorei o modo como o Leo mesclou vários pontos e várias histórias do folclore, sem nem mesmo nos dar um ar de repetição, ou de "já vi isso". Ele colocou as criaturas de maneiras criativas e diferentes do que você poderia imaginar pelas histórias folclóricas originais, e isso foi o que mais me atraiu para a leitura. O desejo de querer saber que fim ia ter tal personagem, ou que tal personalidade ele realmente teria dali pra frente.

"— Você sabe a diferença entre a mentira e a verdade? — disse, sem me preocupar se Iah-Hel escutaria ou não.
— Não, mortal. Conte-me — a voz saiu gutural do pescoço que esmagava a saída de ar.
— A mentira precisa que alguém acredite nela para existir — dei a volta no círculo, postando-me às costas do anjo, onde sua face encontrava-se de ponta cabeça. — Já a verdade existe por si só. Não é preciso que alguém acredite nela para que exista. A verdade vale por si mesma. Do contrário seria mais uma coisa inventada. Uma mentira." (Página 122)
Na minha opinião, o livro merece uma chance. É uma oportunidade para vermos nossos seres folclóricos com outros olhos. Recomendo a leitura.
E lembre-se:


Primeira regra da magia:
Nunca diga seu nome verdade para ninguém. Nem para você mesmo!


História: 4,5
Desenvolvimento: 4,0
Personagens: 5,0
Diagramação/edição: 4,5

Nota final: Quatro estrelas e meia.

Um beijo da Pri.
 
Livrologias, por Camila Teixeira © 2015
Design e desenvolvimento por Chave Criativa