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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Resenha - Garota Desaparecida

Um Mundo Melhor
Garota Desaparecida
Sophie McKenzie 
Livro cedido pela editora
Número de páginas: 238
Editora: Verus
Classificação: 
Sinopse: Lauren mora na Inglaterra e sempre soube que é adotada. Mas, quando uma breve pesquisa sobre o seu passado revela a possibilidade de ela ter sido roubada de uma família americana ainda bebê, a vida de Lauren de repente parece uma fraude. O que ela pode fazer para tentar encontrar os pais biológicos? E seus pais adotivos terão sido os responsáveis por sequestrá-la? Lauren convence sua família a fazer uma viagem para o outro lado do Atlântico e, lá chegando, foge para tentar descobrir a verdade. Mas as circunstâncias de seu desaparecimento são sombrias, e os sequestradores de Lauren ainda estão à solta — e dispostos a qualquer coisa para mantê-la calada. 


Quando Lauren depara-se com o tema de sua redação, Quem é você?, entra numa crise de identidade. Lauren está com 14 anos e foi adotada quando tinha três e não sabe nada sobre como sua família anterior e sobre sua adoção. Com o assunto levantado pela proposta da produção textual, ela começa a questionar-se sobre seu passado e seus verdadeiros pais. Assim, resolve fazer uma pesquisa na internet, chegando até um site de crianças desaparecidas. Nele, ela encontra uma foto de uma menina parecida com ela, Martha Lauren, que sumiu dois meses antes de sua adoção. Porém, essa criança sumiu nos Estados Unidos, e ela mora na Inglaterra.

As dúvidas irão atormentar Lauren, que vai atrás de respostas com seus pais adotivos, que acham que ela ainda é muito nova para saber de toda a verdade. Lauren não aceita e inicia um plano para ir atrás das respostas, de onde veio, por que foi dada para adoção e porque seus pais não querem que ela saiba sobre o assunto. 

Com ajuda de seu melhor amigo, Jam, Lauren “enrola” sua mãe para assim mexer nos diários dela. Desta forma, ela descobre que foi adotada nos EUA, o que faz com que suas suspeitas de ser a menina da foto só aumentem. Com isso, outro plano entra em ação, e ela convence aos pais a saírem de férias para os estados unidos, para que ela possa investigar o lugar onde sua adoção foi concretizada.
  
Lauren e Jam serão surpreendidos pelos acontecimentos, e o que era para ser uma simples investigação vira uma perigosa busca pela verdade.


O livro não cumpre o que promete e está longe de ser um suspense. A trama tinha tudo para ser interessante e envolvente, porém não passou de um infantojuvenil inverossímil e superficial. O sequestro e o desaparecimento de crianças são assuntos muito sérios e graves, muitas pessoas não têm ideia de como é passar por isso ou do porquê de outras roubarem crianças. Tudo isso poderia ter sido explorado com amis profundidade na história.

Os pais adotivos, apesar de sabermos o motivo que os levaram a adoção, são pouco explorados; os pais verdadeiros ganharam um pouco mais de destaque, mas o sofrimento que eles viveram com os anos de desaparecimento poderia ter sido mais evidenciado e os “vilões” mal aparecem, dando um único motivo para o ocorrido.

A pesar das minhas ressalvas, a narrativa é leve e fluida. Por ser contata em primeira pessoa, em alguns momentos, consegui sentir a angústia e o sofrimento de Lauren, contudo, a protagonista é extremamente teimosa, infantil, impulsiva e indecisa. O que me deixou irritada em alguns momentos. Nem mesmo, Jam, que era para ser um porto amigo e um mediador das atitudes da amiga, não cumpriu seu objetivo nem me conquistou. Os amigos, com apenas 14 anos, fazem coisas inacreditáveis, como entrar sozinhos em um avião e invadir uma agência de adoção no meio da madrugada. O romance que surge no livro é completamente desnecessário e sem graça.


Alguns fatos levantados sobre o sequestro de crianças foram levantados, e vi-me, em dois momentos, afita e angustiada com os questionamentos feitos pelas personagens. Consegui, como mãe, ver-me naquela situação e entender o sofrimento da mãe que teve sua filha roubada.

Garota Desaparecida não é um livro surpreendente nem profundo sobre o assunto, mas consegue transmitir a mensagem de que o problema é maior e mais grave do que imaginamos. 

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Resenha - Um Mundo Melhor

Um Mundo Melhor
Um mundo melhor
Brilhantes #2
Marcus Sakey 
Livro cedido pela editora
Número de páginas: 420
Editora: Galera Record
Classificação: 
Sinopse: Pessoas com poderes especiais numa trama que envolve conspiração, política e terrorismo. O aguardado segundo volume da série Brilhantes. Nick Cooper lutou para que os brilhantes, parcela da população dotada de habilidades incomuns, fossem aceitos e integrados na sociedade até uma rede terrorista, liderada por brilhantes, atingir três cidades e deixar o país à beira de uma guerra civil. Cooper é brilhante e agora também consultor do presidente dos Estados Unidos, e contra tudo o que os terroristas representam. Porém, conforme o país descamba para o caos, ele se vê forçado a participar de um jogo que não aceita perdedores, pois seus oponentes têm uma visão particular de um mundo melhor. 
Antes de qualquer coisa tenho que avisar para os desavisados que este é o segundo livro da série Brilhantes, então provavelmente teremos spoiler do primeiro livro. Indico que se você não leu ainda o primeiro livro LEIA POR FAVOR É MARAVILHOSO não leia essa resenha pois pode estragar a experiencia. Estamos entendidos?
Então vamos lá?

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Resenha - Magônia

Magônia


Magônia
Maria Dahvana Headley
Livro cedido pela editora
Número de páginas: 144
Editora: Galera Júnior
Classificação: 
Sinopse: Uma fantasia original com ótimos personagens, complexidade emocional e um universo fantástico. Aza Ray nasceu com uma estranha doença incurável que faz com que o ato de respirar se torne mais difícil. Aos médicos só resta prescrever medicamentos fortes na esperança de mantê-la viva. Quando Aza vê um misterioso navio no céu, sua família acredita que são alucinações provocadas pelos efeitos do medicamento. Mas ela sabe que não está vendo coisas, escutou alguém chamar seu nome lá de cima, nas nuvens, onde existe uma terra mágica de navios voadores e onde Aza não é mais a frágil garota enferma. Em ''Magônia'', ela não só pode respirar como cantar. Suas canções têm poderes transformadores e, através delas, Aza pode mudar o mundo abaixo das nuvens. Em uma brilhante e sensível estreia no gênero young adult, Maria Dahvana Headley constrói uma fantasia rica em nuances e cheia de simbolismo.

Magônia é o primeiro volume da trilogia homônima, sendo que o segundo volume, Aerie, foi lançado este ano nos EUA e ainda não tem previsão de lançamento por aqui.

Sobre o livro

Aza Ray está prestes a fazer 16 anos, o que é uma vitória já que ela sofre com uma doença rara, tão rara que é a única pessoa no mundo com a doença. Seus pulmões não funcionam direito, e os médicos, como não sabem o porquê, não conseguem encontram a cura para sua dificuldade em respirar. Para piorar, seu coração está fora do lugar. Isso tudo faz com que a vida de Aza seja praticamente dentro de hospitais.

Mas toda essa dificuldade é amenizada pelo amor que recebe de sua família e de seu melhor amigo Jason. Desde pequena, Aza tem Jason ao seu ao lado, que além de ser um ótimo amigo, estuda, secretamente, a doença da amiga para tentar encontrar uma cura.

Tudo começa a mudar quando, no meio de uma tempestade de raios, Aza vê navios e velas atrás das nuvens. Além disso, ela tem certeza que escutou uma voz chamando seu nome. Ela acredita que pode estar alucinando, já que esse é um dos efeitos de tomar alguns remédios. Enquanto ela conta para o amigo sobre o ocorrido, Jason cita Magônia, um possível mundo sobre as nuvens, que virou até lenda em alguns lugares do planeta.

Quando uma segunda tempestade de raios começa, Aza vê, pela janela de seu quarto, centenas de pássaros, de todas as espécies. Até que um entra pela sua boca, e ela começa a ficar sem ar. Aza é socorrida e, no caminho para o hospital, não resiste e morre.

Ao acordar, Aza encontra-se no céu e com seus pulmões funcionando bem. Magônia realmente existe, e Aza nem sempre viveu na Terra. Além disso, descobrirá que possui o poder do canto e que com ele terá que lutar pela sobrevivência e pelo sustento de Magônia.


Eu { } você mais do que [[[(((((   )))))]]]
Minha opinião

A narrativa é em primeira pessoa, contada ora sob ponto de vista de Aza, ora sob ponto de vista de Jason. Os capítulos de Jason são, sem dúvida os melhores, tive impressão de serem mais intensos. A escrita da autora leve leve, fluida e, em alguns momentos, profunda.

Sempre digo que sou “nova” lendo fantasia, para mim tudo é diferente e original. E não foi diferente com Magônia. Imagina a mistura: céu, navios, canções e pessoas-pássaros. É claro que o resultado é um livro incrível. O universo de Magônia é único e rico. Há muitos elementos para serem explorados nos próximos livros. A canção movendo o mundo e os seres ficou tocante, causou-me estranheza em alguns momentos. Confesso que achei a primeira metade do livro mais interessante e mais instigante. Gostei muito da ligação entre Magônia e a Terra, mais um elemento que espero que seja mais explorado pela a autora ao longo da trilogia.

Aza conseguiu me irritar em alguns momentos, principalmente em sua chegada em Magônia. Contudo, seus pontos fortes, como curiosidade e coragem, fizeram com que eu gostasse dela na maior parte do tempo. O povo magoniano é muito interessante. Fiquei imaginando como seria esse hibrido humano-pássaro e, na minha cabeça, criei um ser lindo. Dai, um magoniano que vira par de Aza durante as canções, é muito dedicado. Acho que vi um início de um triângulo amoroso, mas não achei nada muito explicito, por isso não sei se a intenção da autora é explorar isso nos próximos livros ou se é coisa da minha cabeça mesmo. Zal é uma personagem muito forte, quero muito saber mais sobre ela e sobre os motivos que levam ela a fazer o que fez. Jason é incrível, cheio de personalidade. Porém o modo que algumas coisas acontecem para ele no final foram surreais demais até para um livro de fantasia.


Toda a parte política da trama não foi muito explorada. Isso deixou muitas pontas soltas e muitos questionamentos. Espero que a autora desenvolva mais a problemática da história no próximo livro, pois tem muita coisa legal para ser explorada. A mitologia criada sobre os canwr é uma das coisas mais bonitas que já vi em um livro. O modo como é desenvolvido a ligação entre o canwr e o ser magoniano é fascinante.

O fim foi uma das coisas que me incomodou um pouco, tudo que aconteceu foi muito rápido e a solução muito fácil. Mesmo assim, estou ansiosa pelo segundo livro para saber o que acontecerá com Magônia e para encontrar as algumas respostas para as perguntas que ficaram nesse primeiro livro.

Se você procura uma fantasia diferente e bonita, esse livro é ideal.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Resenha - George

Resultado de imagem para O Navio das Noivas

George
Alex Gino
Livro cedido pela editora
Número de páginas: 144
Editora: Galera Júnior
Classificação: ★★
Sinopse: Seja quem você é. Quando as pessoas olham para George, acham que veem um menino. Mas ela sabe que não é um menino. Sabe que é menina. George acha que terá que guardar esse segredo para sempre: ser uma menina presa em um corpo de menino. Até que sua professora anuncia que a turma irá encenar “A teia de Charlotte”, e George quer muito ser Charlotte, a aranha e protagonista da peça. Mas a professora diz que ela nem pode tentar o papel porque... é um menino. Com a ajuda de Kelly, sua melhor amiga, George elabora um plano. E depois que executá-lo todos saberão que ela pode ser Charlotte — e entenderão quem ela é de verdade também.

Com personagens únicas e uma narrativa tocante, Jojo Moyes conta uma história inesquecível que captura perfeitamente o espírito romântico e de aventura desse período da História, destacando a bravura de inúmeras mulheres que arriscaram tudo em busca de um sonho.

George tem 10 anos. Nasceu em um corpo de menino, mas sabe que na verdade é uma menina. Ela vive seus dias tentado pensar em como contar para seus amigos e sua família que é menina.

Até que um dia na aula sobre o livro "A Menina e o Porquinho", a professora conta que eles farão um teatro sobre a história e que serão selecionados para os papeis. George vê então a possibilidade de interpretar a personagem Charlotte, a aranha. E com isso, mostrar para sua mãe que ela (no caso, ele) é uma menina.

Ao realizar o teste para o papel da aranha, a professora informa que não seria justo dar o papel para um menino, visto que muitas meninas querem o papel de charlote. George fica arrasada, mas com a ajuda da amiga Kelly, elabora um plano para que no dia da apresentação possa ser Charlotte e mostrar para as pessoas que qualquer um pode interpretar e ser que quiser.


Quando soube que o livro iria abordar a transexualidade, principalmente com o foco em uma criança de 10 anos, na mesma hora desejei lê-lo.

Minha primeira surpresa foi com a narração, que é toda em terceira pessoa com o pronome “ELA”. Porém, todos os personagens chamam George de “ELE”, “MANO”, “AMIGO”, “FILHO”, “IRMÃO”. Tudo no masculino. Mas isso acontece porque as pessoas só veem o exterior, não sabem que na verdade George sente-se como uma menina. Isso me causou um certo estranhamento no início da leitura.  Aos poucos me acostumei com a narração. A escrita do autor é muito simples, leve e fluida. São 12 capítulos curtos e rápidos. O texto é perfeito e direito, para que o público-alvo compreenda um tema tão delicado.

George é uma menina, retraída, insegura, preocupada, mas delicada. Me senti angustiada com a preocupação que ela levava 24 horas por dia. Aquelas palavras, que ficavam trancadas quando ela queria dizer que é na verdade uma menina, me deixaram nervosa e com vontade de ajudá-la. Gente, queria pegar essa menina e trazer para minha casa. Abraçá-la e dizer: sim! Você é uma menina!

Fico imaginando a confusão na cabeça de uma criança que nasceu em um corpo de menino, mas se sente como uma menina e gosta de coisas de menina. Mas do que a compreensão das pessoas que estão a sua volta, ela precisa de apoio emocional. A certeza de George é tanta que não consegui imaginar um personagem em forma de menino. Minha imaginação ficou tipo Eleven de Stranger Things, hahaha!


Consegui compreender a demora da mãe de George em aceitar os fatos. Deve ser muito confuso para uma mãe ver o filho que criou como menino ser, na verdade, uma menina. Mas foi o irmão que me surpreendeu. A naturalidade que ele aceita quando “o irmão diz que é menina” é linda. O papel da amiga Kelly é o mais importante e decisivo para as escolhas de George nesse momento de sua vida. Fiquei muito feliz com o incentivo dado por ela. George poderia sofrer mais um pouco com esse medo de revelar seu gênero.   Mas acreditem, eu não gostei tanto dela não. Ela estava muito mais preocupada com o fato de ter uma amiga menina do que realmente ajudar “o amigo” (minha percepção). 

Só comecei a ler livros com essa temática LGBT faz alguns meses. Nos poucos livros que li, achei que o tema foi abordado sempre muito superficialmente. George, apesar de ser um livro voltado para o público infantil, foi o que trouxe o tema da forma mais profunda. Alex Gino foi muito feliz no modo em que abordou a transexualidade. O autor, além de mostrar as preocupações com a aceitação as sociedade e da família, mostra com simplicidade e naturalidade que a questão de gênero não está ligada a sexualidade.

Com certeza um livro de impacto social muito grande. Tenho certeza de que qualquer pessoa que ler esse livro verá, com outros olhos, essas e outras questões ligadas a temática LGBT.

Por mais livros assim.


sábado, 6 de agosto de 2016

Resenha - A Geografia de nós dois

A Geografia de Nós Dois
A Geografia de nós dois
Jennifer E. Smith
Livro cedido pela editora
Número de páginas: 272
Editora: Galera Record
Classificação: 
Sinopse: Lucy mora no vigésimo quarto andar. Owen, no subsolo... E é a meio caminho que ambos se encontram - presos em um elevador, entre dois pisos de um prédio de luxo em Nova York. A cidade está às escuras graças a um blecaute. E entre sorvetes derretidos, caos no trânsito, estrelas e confissões, eles descobrem muitas coisas em comum. Mas logo a geografia os separa. E somos convidados a refletir... Onde mora o amor? E pode esse sentimento resistir à distância? Em A Geografia de Nós Dois, Jennifer E. Smith cria tramas cheias de experiências, filosofia e verdade.

Eu estava meio que muito empolgada com esse livro, li "A teoria estatística do amor a primeira vista" em duas horas então a expectativa por um livro fofinho era muito grande. A Jennifer E Smith se caracteriza por sua escrita leve e com histórias regadas a amorzinho e situações românticas fofas. Com esse livro não pode ser diferente, vamos a resenha?


O livro tem seu inicio com uma situação inusitada. Dois jovens que nunca tiveram contato um com o outro e que só tem em comum morarem no mesmo prédio, se veem presos no elevador em meio a um apagão. Nova York, a cidade que nunca dorme se vê de repente sem nenhuma energia, deixando Owen e Lucy presos no mesmo elevador. Ali, naquele momento de tensão eles iniciam uma aproximação e enquanto esperam o salvamento dos porteiros do prédio começam a se conhecer melhor. Quando enfim salvos acabam se encontrando sem perspectivas e decidem passar essa noite mal iluminada juntos no terraço do prédio. Alguns imprevistos ocorrem para dificultar que esse romance aconteça e é exatamente isso o que dá o tom certo ao livro. Owen e Lucy são um casal imprevisível e funcionam muito bem separados ao longo da narrativa, mas isso não impede que torçamos muito pelos dois.
"Se traçassem um mapa dos dois, de onde tinham começado e de onde terminariam, as linhas seguiriam para longe uma da outra como ímãs de polos opostos. E já tinha ocorrido a Owen que havia algo profundamente errado com aquilo, que deveriam existir círculos ou ângulos ou voltas, qualquer tipo de traço que possibilitasse às duas linhas de voltarem a se encontrar."
Os personagens principais, como você já deve ter percebido, são Owen e Lucy. Lucy é uma nova-iorkina apaixonada pela cidade, irmã mais nova de uma dupla de gêmeos super protetores e filha de pais que adoram viajar mas que nunca levam os filhos de companhia em suas viagens. Ela não possui muitos amigos e não vê muito problema nisso, mas quando os irmãos vão para faculdade e os pais rumam para mais uma viagem ela passa a sentir uma grande solidão.
Owen está passando por uma fase difícil, após perder a mãe o pai recebe uma proposta de emprego em Nova York e carrega o filho com ele. O garoto já não possui tanta vontade de manter contato com os antigos amigos e prefere se afastar de todos, ele possuía uma forte ligação com a mãe e isso faz com que sinta muita falta dela, somado a isso existem os problemas com dinheiro da familia e o fato do pai não conseguir se manter em nenhum emprego por muito tempo.


Esse livro vai tratar do romance, mas o mesmo serve de pano de fundo para as relações familiares. Enquanto acompanhamos a história de Owen e Lucy vamos seguindo suas famílias e seus costumes e aprendendo mais sobre essas relações com lares confusos. O destino faz com que o casal acabe se vendo separado de maneira extrema, cada um e um país diferente, e com isso cria-se uma dinâmica interessante para a história. Acompanhamos hora a vida de Lucy na  Europa com seus novos colegas, seus pais ainda viajando muito e sua mudança de ares e hora Owen e a grande viagem que ele e o pai passam a fazer pelos Estados Unidos afim de se encontrarem e se estabelecerem novamente. Owen e Lucy passam a se comunicar através de postais e pequenos e-mails e isso dá um bom tom ao romance. Alguns esteriótipos de relacionamentos me incomodaram um pouco, mas é possível entender tratando-se de um relacionamento juvenil e do publico que a autora procura alcançar.


O que mais gostei nessa leitura é a forma leve como a mesma é desenvolvida, a autora tem o dom para a escrita desse gênero, ela consegue fazer com que o leitor se sinta lendo o roteiro de um filme gostosinho de sessão da tarde, e isso torna a leitura bem rapidinha e dinâmica. Mas, porém, entretanto, acredito que ela poderia ter desenvolvido um pouco melhor a personagem feminina, pois acredito que faltou um pouco de profundidade em Lucy, ela acaba sendo ofuscada pelo brilho de Owen, e como existe uma alternância de capítulos isso cansa um pouquinho o leitor. "A probabilidade estatística do amor a primeira vista" segue sendo o meu preferido da autora, mas ainda assim indico "A geografia de nós dois" para quem quer fazer uma leitura rapidinha e leve!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Resenha - Anna Vestida de Sangue

Ana Vestida de Sangue
Kendare Blake
Livro cedido pela editora
Número de páginas: 252
Editora: Galera Record
Classificação: 
Sinopse: Cas Lowood herdou uma vocação incomum: ele caça e mata os mortos. Seu pai fazia o mesmo antes dele, até ser barbaramente assassinado por um dos fantasmas que perseguia. Agora, armado com o misterioso punhal de seu pai, Cas viaja pelo país com sua mãe bruxa e seu gato farejador de espíritos. Juntos eles vão atrás de lendas e folclores locais, tentando rastrear os sanguinários fantasmas e afastar distrações, como amigos e o futuro. Quando eles chegam a uma nova cidade em busca do fantasma que os habitantes locais chamam de Anna Vestida de Sangue, Cas espera o de sempre: perseguir, caçar, matar. Mas o que ele encontra é uma garota envolta em maldições e fúria, um espírito fascinante, como ele nunca viu. Ela ainda usa o vestido com que estava no dia em que foi brutalmente assassinada, em 1958: branco, manchado de vermelho e pingando sangue. Desde então, Anna matou todas as pessoas que ousaram entrar na casa vitoriana que ela habita. Mas, por alguma razão, ela poupou a vida de Cas. Agora ele precisa desvendar diversos mistérios, entre eles: Por que Anna é tão diferente de todos os outros fantasmas que Cas já perseguiu? E o que o faz arriscar a própria vida para tentar falar com ela novamente?

Eu sou uma pessoa um pouco descrente ou pelo menos acho que sou, hahaha!  Mas, mesmo assim, evito ler coisas que possam me deixar com medo. Ultimamente, as coisas têm mudado. Tenho visto livros de terror ou de suspense com outros olhos. Ando me aventurando mais por esses gêneros e descobrindo que são uma ótima leitura. Além disso, o medo passa depois. 
Quando peguei Anna Vestida de Sangue, não fui imaginando que seria um terror muito horrível. Ainda bem que pensei assim, pois acertei e não me decepcionei! O livro é um romance young adult sobrenatural bem diferente com uma pitada bem pequena de horror!
Sobre o livro
Theseus Cassio Lowood, mas pode chamá-lo de Cas, cresceu em uma família nada tradicional. Sua mãe é uma bruxa branca que entende de poções, e seu pai era um caçador de fantasmas. Aos 7 anos, o pai de Cas foi assassinado brutalmente por um dos mortos que caçava. Cassio herda o athame do pai e com 14 anos, passa a caçar os mortos. 
Há 3 anos, Cas e sua mãe vão de cidade em cidade, estado em estado, a procura de fantasmas que estão causando mortes de pessoas inocentes. Seu próximo trabalho está em Thunder Bay. Um lugar assombrado pela história de Anna, Anna Vestida de Sangue, um espírito que vive em uma casa abandonada e que mata a todos que entram na casa.  
Em seu primeiro dia de aula na cidade nova, a sorte fica ao seu lado, e, além de conhecer Carmel Jones, a popular do colégio, ela o convida para uma festa que terá à noite. A festa traz ótimas informações, e, com isso, Cas terá seu primeiro encontro com Anna. Porém, as coisas fogem do controle, e ele vê que Anna não é um fantasma qualquer, e sim que possui poderes fora do normal. 
Agora, Cas terá que achar uma maneira de matar esse poderoso espírito, mas pela primeira vez ele não poderá fazer isso sozinho!


Minha opinião 
A capa do livro é linda! Os tons de cinza com os detalhes em verniz vermelho ficaram perfeitos. A diagramação é bem simples, as páginas são amareladas e a fonte é grande. As 252 páginas são divididas em 24 capítulos mais o epilogo, e a história é narrada por Cas.
A escrita da autora é fluida e leve. Me prendi a leitura desde o começo. Kendare Blake caprichou nas cenas mais brutais, que são bem descritivas. Tornou a narrativa mais profunda e em alguns momentos aterrorizante. 
Achei a premissa do livro interessante. O que mais gostei foi o fato de que qualquer pessoa consegue ver os fantasmas. Toda a trama é bem elaborada e bem conduzida. O mistério envolvendo Anna agradou-me bastante. 
Todos os personagens são ótimos. Cas é determinado, porém muito sensível. Adorei sua coragem perante os desconhecidos. Anna é um fantasma monstruosamente forte, contudo consegui gostar e me apegar a ela conforme a narrativa avançava. Com Carmel, a autora desconstruiu alguns conceitos de garota popular nojenta e arrogante. Ela mostrou-se legal, preocupada e disposta a ajudar. Thomas, faz aquele papel de estranho e atrapalhado, mas seu comportamento foi de lealdade o livro todo. 
Estranhei um pouco o romance do livro, mas como é tudo bem leve não me incomodei tanto com isso. E teve o fato de que eu já sabia que haveria esse romance. Alguns capítulos do livro são mais parados, mas tudo faz parte do desenrolar da trama. Quanto ao final, gostei bastante, surpreendeu-me.
Só fiquei sabendo que o livro faz parte de uma série após a leitura. Mesmo com isso, o enredo desse livro é bem fechadinho. Somente no final que fica uma pontinha para o próximo. O segundo já foi publicado nos Estados Unidos e deve chegar em breve aqui no Brasil.  Além disso, Anna Vestida de Sangue vai virar filme com produção de Stephenie Meyer. 
Recomendo Anna Vestida de Sangue se você gosta de livros com temática sobrenatural.

As coisas que seus olhos veem claramente e não conseguem esquecer são piores que um amontoado de figuras escuras que ficam por conta da imaginação.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Resenha - Fuga da Biblioteca do Sr. Lemoncello

Fuga da Biblioteca do Sr. Lemoncello
Fuga da Biblioteca do Sr. Lemoncello
Chris Grabenstein
Livro cedido pela editora
Número de páginas: 300
Editora: Galera Record
Classificação: 
Sinopse: Nesta eletrizante aventura rodeada de livros, Kyle é um dos doze convidados para passar uma noite na biblioteca do famoso e excêntrico Luigi Lemoncello. Quando amanhece, no entanto, todas as portas estão trancadas! Agora Kyle e as outras crianças terão que solucionar cada pista e decifrar as charadas para encontrar a saída! Será que você consegue descobrir como escapar da biblioteca?

Sempre tenho sorte quando escolho um livro pela capa, com Fuga da Biblioteca do Sr. Lemoncello, não foi diferente! Eu simplesmente solicitei sem nem ler a sinopse. Fui muito feliz, pois o livro é muito bom!
Depois da leitura, descobri que Chris Grabenstein já escreveu outro livro que se passa também na biblioteca, Olimpíadas na biblioteca do Sr. Lemoncello. Além disso, o autor tem publicado no Brasil, escrito em co-parceria com James Patterson, Caçadores de Tesouros. O que foi uma surpresa para mim, pois esse livro está aqui na minha estante faz um tempão.



Sobre o Livro
A família de Kyle Keeley é apaixonada por jogos de tabuleiro. Kyle é o mais fanático. Conhece e joga todos os jogos criados por Luigi Lemoncello. Mas é um desses jogos que o deixam de castigo pela próxima semana.
Até que na segunda-feira, ao entrar no ônibus, o garoto é questionado por sua amiga sobre a redação que deve ser entregue no primeiro período da manhã.
O tema da tal redação é a nova biblioteca pública da cidade que será inaugurada na sexta-feira. Doze redações serão escolhidas, e seus autores poderão passar a primeira noite explorando a nova biblioteca. Isso desperta o interesse de Kyle, que poderá curtir uma noite sem castigo.
Assim, Kely faz uma redação às pressas. Mas o que ele não sabe é que a reforma foi toda bancada por Luigi Lemoncello e que o próprio fará a seleção dos textos. Com a essa descoberta, Kyle resolve fazer uma nova redação, que é negada pela professora. Mas o menino não desiste e envia seu texto para o e-mail pessoal do Sr. Lemoncello.
É claro que Kely está entre os selecionados. Ele e seus colegas passarão uma noite muito divertida na biblioteca mais legal do mundo. No outro dia, ao acordarem, as crianças descobrem que estão sozinhas e trancadas. Até que o Sr. Lemoncello aparece em uma tela, propondo um jogo: Achar uma saída secreta. E para isso terão que usar recursos da própria biblioteca. O vencedor será garoto propaganda de todos os produtos do Sr. Lemoncello, além de ganhar muitos prêmios.
A disputa começa, e a biblioteca virá um gigante e divertido jogo de tabuleiro.


Capa, edição e narrativa
A capa é uma graça! O colorido chama bem atenção, e a ilustração ficou perfeita para a história!
A diagramação do livro está ótima, folhas amareladas e tamanho da letra e espaçamento grandes. O livro tem ilustrações das pistas que devem ser descobertas. Quem não gosta de livros com ilustrações? Além disso, entramos no desafio, pois tentamos junto com os personagens adivinhar o enigma.
Dividido em 56 capítulos curtos, a narrativa é em terceira pessoa, na maior parte do tempo focada em Kyle, mas também mostrando, quando necessário, o que os outros personagens estavam fazendo. Isso foi bem pensado pelo autor, porque tudo tem ligação.
Como o foco é o público infanto-juvenil, a escrita de Chris Grabenstein é simples, fluida e leve, o que deixa a leitura bem rápida e dinâmica. Terminei o livro em apenas 2 dias.


Minha opinião
Para quem gosta de livros e, principalmente, de biblioteca, o livro é um prato cheio. O Autor está de parabéns! Toda a trama que está muito bem elaborada, encaixada e alinhada.
A biblioteca do Sr. Lemoncello é um sonho. Tem livros, jogos de tabuleiros e jogos de computadores. O modo como o desafio foi feito, além de inteligente, é muito prático. Como a nova biblioteca foi reformada no prédio de um antigo banco, todas as pistas e a própria solução está ligada com esse passado.
O livro é cheio de referências a obras e a autores. Impossível não sorrir ao reconhecer um título de uma obra. O mais legal é que Grabenstein menciona desde clássicos da literatura até livros contemporâneos.
Em certo momento da leitura, não pude deixar de comparar a história com A Fantástica Fábrica de Chocolate. E o mais engraçado é que o próprio autor brinca com essa familiaridade, citando a história de Roald Dahl e comparando o Sr. Lemoncello à Willy Wonka. 
Além de tudo isso, ainda aprendi sobre o sistema de classificação decimal de Dewey, o sistema de classificação mais usado no mundo. Bibliotecas em mais de 135 países usam a CDD para organizar e oferecer acesso às suas coleções. Sim, eu fui pesquisar na internet sobre o CDD. Adorei ter mais esse conhecimento adquirido! 


Todos os personagens são bem cativantes. Kyle é um ótimo garoto, além de inteligente e confiável. Liderou um time e não se importou em sair prejudicado, dividindo o prêmio ou saindo do jogo, se necessário, para o bem de sua equipe.
Temos desde a leitora ávida, Sierra, que não larga os livros o tempo todo, até o espertalhão egoísta Charles, que quer ganhar o jogo a todo custo, mesmo que para isso precise manipular e enganar seus colegas.
O livro vai além do incentivo à leitura, pois foca também na importância do trabalho em equipe, da amizade, da sinceridade, da lealdade, da honestidade, e da autodescoberta. Tudo isso com uma crítica bem leve a atitudes egoístas, mostrando as consequências negativas que elas podem causar.
Eu sou fã de jogos de tabuleiro. Acho que é por isso que gostei tanto dessa mistura de livros e jogos. Fiquei me imaginando na mesma situação, tentando achar pistas resolvendo os enigmas.
Fuga da biblioteca do Sr. Lemoncello foi uma leitura muito divertida que me envolveu e prendeu minha atenção do início ao fim.  
Livro mais do que recomendado, não só para o público infanto-juvenil, mas também para todos apaixonado pelos livros!
“O jogo nunca acaba até chegar ao fim.”
“O conhecimento que não é dividido permanece desconhecido – Luigi L. Lemoncello”

Resenha por Letícia Delicor do blog Lê lendo lido 
 
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