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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Para fãs: Série Estilhaça-me.




Para começar o post da maneira certa, quero dizer que esse post é pra quem é FÃ da Série e que já terminou a leitura do último livro, porque ele vai conter bastante spoiler. Esse é o primeiro post dessa nova coluna do blog. Vou explicar como será o post. Será basicamente um bate papo com vocês, pra expressar minha opinião a cada fim de uma série. Vou falar sobre o que eu gostei, sobre o que não gostei, e afins. É como se fosse uma grande resenha sobre toda a série.


"Não tenho mais medo do medo, e não vou deixá-lo mandar em mim. 

O medo vai aprender a me temer." (Incendeia-me, 100)

Eu conheço a trilogia Estilhaça-me desde, praticamente, o seu lançamento. Uma amiga me apresentou o primeiro livro, e eu fui a loucura lendo. Com certeza, foi a melhor indicação até hoje. E desde então, sou apaixonada. Terminei de ler o livro essa semana. Li em dois dias, porque não conseguia largar a leitura, mas ao mesmo tempo eu queria largar porque não queria me despedir. Com certeza essa é a pior coisa na hora de ler o desfecho de algo. Eu nunca sei dizer Adeus! 


Em Estilhaça-me, o primeiro livro, confesso que eu era loucamente louca  qq por Adam Kent. Ele era tudo o que, talvez, eu queria naquele momento (sim, eu me coloco no lugar dos personagens). Atencioso, carinhoso, apoiava a Juliette... Então, tenho certeza, que para muitas pessoas, Kent era o galã gostoso do livro, mas pra mim tudo mudou quando li Destrua-me... Que Warner é aquele gente? Por Deus! Eu enxergava ele de outro jeito. E para mim, foi ai que o Adam perdeu sua aura de "bonzinho", não sei porquê. 
"Sinto-me viva.
Queria que isso me machucasse. Queria que isso me mutilasse. Queria que isso me anulasse. Queria odiar a potente força que me envolve o esqueleto.
Mas não. Minha pele está pulsando com a vida de alguém e eu não odeio isso.
Odeio a mim mesmo por desfrutar disso.
Desfruto da sensação que é estar sendo preenchida com mais vida e esperança e poder humanos do que eu sabia ser capaz. Sua dr me concede um prazer que jamais pedi.
E ele não está me soltando.
Mas ele não está me soltando porque ele não consegue. Porque eu tenho de ser a única a quebrar a conexão. Porque a agonia o incapacita. Porque ele caiu na minha armadilha.
Porque eu sou uma planta carnívora.
E sou letal." (página 75)


Durante Liberta-me, o segundo livro, eu acabei descobrindo uma paixão incontrolável por Warner. Sempre fui um pouco crazy por vilões de séries, do mesmo modo que sou doida pelos galãs, não faz muito sentido, mas okay. Só que, por algum motivo bizarro, o Warner fez eu ir de ódio a amor muito rápido, e isso costuma ser raro em livros. Porque eu vou do início ao final gostando do mesmo personagem. Meus outros dois personagens favoritos são James e Kenji. É uma paixão incondicional por esses dois! Hahahaha.
"A solidão é uma coisa estranha.

Ela chega se arrastando em você, silenciosa e tranquila, senta-se ao seu lado no escuro, acaricia seu cabelo quando você dorme. Ela se enlaça ao redor de seus ossos, apertando tanto que você quase não consegue respirar, quase não consegue ouvir o pulso acelerado em seu sangue conforme ela sobre ela sua pele e toca os cabelos macios de sua nuca com seus lábios suaves. Ela deixar mentiras em seu coração,deita-se ao seu lado à noite, suga a luz de cada canto. É uma companhia constante, enganchando a mão para puxá-lo para baixo enquanto você luta para ficar em pé.
Você acorda pela manhã e pergunta-se quem você é. Não consegue dormir à noite e seu corpo treme. Você duvida você duvida você duvida
será que eu
será que eu não
eu devo
porque eu não
E mesmo quando você está pronto para abrir mão. Quando você está pronto para se libertar. Quando você está pronto para ser novo em folha. A solidão é uma velha amiga que fica ao seu lado no espelho, olhando-o nos olhos, desafiando-o a viver sem ela. Você não consegue encontrar as palavras para litar contra si mesmo, para lutar contra as palavras que gritam que você ão é suficiente nunca suficiente nunca suficiente mesmo.
A solidão é uma companheira amarga, vil." (página 111)
Agora, em Incendeia-me, no desfecho da série, eu achei que piraria. Eu achei que a Tahereh ia fazer uma finalizações mais simples, mostrando um novo ponto ômega e juntando o casal, mas não, ela deu uma volta na história toda para fazer a finalização perfeita. Tirando o fato de que eu esperava que pelo menos metade das pessoas do ponto ômega estivessem vivos :'(. O livro me mostrou um novo Adam, um novo Warner e uma nova Juliette, e essa foi a parte que eu mais amei. Adam mostrou sua verdadeira personalidade. A gente pôde conhecer um outro lado adormecido de Warner. E finalmente a Juliette amadureceu, e parou de se lamentar tanto da vida. Porque, sinceramente, se ela continuasse como no primeiro livro, não sei se iria gostar tanto.
"Eu não sei para onde estamos indo, ele e eu, mas sei que quero chegar lá. Somos horar e minutos tentando alcançar o mesmo segundo, dando as mãos conforme avançamos em giros para novos dias e a promessa de algo melhor.

Porém, apesar do fato de que iremos conhecer o depois e de que já conhecemos o antes, nunca conheceremos o presente. Este momento e o próximo e mesmo o que teria sido imediatamente agora se forem, já se passaram, e tudo o que nos resta são estes corpos cansados, a única prova de que atravessamos o tempo e sobrevivemos a ele.
Terá valido a pena no final.
Lutar por uma vida inteira disto." (página 344)
No fim, Estilhaça-me continua sendo minha Trilogia favorita! E acho que vai continuar nessa lista por um bom tempo. Provavelmente vou reler o último muitas vezes, já que li o primeiro umas 7 vezes. Hahahah. Mas, em suma, vou sentir mil saudades dessa série, dos personagens, e até da escrita maravilhosa da Tahereh. 
"Já estive aqui antes, digo a mim mesma. Já fui mais solitária do que isso, com menos esperança do que isso, mais desesperada do que isso. Já estive aqui antes e sobrevivi. Posso passar por isso.

Mas eu nunca havia sido completamente roubada. Amor e possibilidade, amizades e futuros: foram-se. Preciso começar do zero agora; enfrentar o mundo sozinha de novo. Tenho de fazer uma última escolha: desistir ou ir em frente.
Assim, fico de pé.
Minha cabeça está girando, os pensamentos trombando uns nos outros, mas engulo as lágrimas. Apertos os punhos e tento não gritar e guardo meus amigos na coração e
a vingança
eu pensa
nunca pareceu tão doce." (página 16)
Deixam a opinião de vocês sobre o desfecho da série nos comentários.
Um beijo da Pri.
 
Livrologias, por Camila Teixeira © 2015
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